A pop-up dinner in Trang

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Since January this year I’ve been collaborating with some chefs in Thailand that are showing some interesting moves around. From getting involved with traditional communities to trowing pop-up dinners in all kinds of places, from high structured kitchens to jungles, this guys, “The Fucking Chef” crew, are definitely not afraid of been out of their comfort zones. About a week a go, was the time for Trang, in the south of Thailand, to host their visit. Guided by the local chef Khanaporn Janjirdsak, the chefs Black Hatena, Weerawat Triyasenawat “Noom”, Josh Billington, Napol Jantraget “Joe” and Chalermpon Rohitratana “Van”, with his team from the Escapade, spend three days learning more about southern products, between visits to fisherman villages and market tours, ending up with a casual dinner on a local popular restaurant, Ko Yao. With a relaxed rhythm, lots of fun and the creativity free flowing, they ended another adventure bringing back more knowledge for they’re restaurants, but also leaving some behind for those who enjoyed the nine course dinner.


Trang, um jantar espontâneo.

Desde Janeiro deste ano tenho colaborado com um grupo de chefs na Tailândia que vem demonstrando algumas ações interessantes. Desde o envolvimento com comunidades tradicionais, até a realização de jantares espontâneos em diversos lugares, desde cozinhas altamente estruturadas à selvas, esses caras, “The Fucking Chef”, com certeza não tem medo de estarem fora de suas zonas de conforto. Ao redor de uma semana atrás, foi a vez de Trang, no sul da Tailândia, recepcionar o grupo. Guiados pela Chef local Khanaporn Janjirdsak, os chefs Black Hatena, Weerawat Triyasenawat “Noom”, Josh Billington, Napol Jantraget “Joe” e Chalermpon Rohitratana “Van” com o seu time do Escapade, estiveram três dias aprendendo mais sobre os produtos do sul, entre visitas a vilas de pescadores, passeios pelas feiras e mercados públicos, culminando em um jantar casual em um restaurante popular local, Ko Yao. Com um ritmo tranquilo, muita diversão e a criatividade fluindo livremente, eles completaram outra aventura levando mais conhecimento para os seus restaurantes, mas também deixando um pouco para trás com aqueles que curtiram a experiência desse menu degustação de nove pratos.

Hong Kong, after 2046

It was 2012 when I saw “2046”, my first big impression of Hong Kong, my first film from Wong Kar Wai. The colors, the rhythm, the city that constantly is framing it self… all of that atmosphere became a great deal of inspiration, but still a distante aesthetics from how I had to represent things around me those years. Recently I had the chance to make a quick visit to Hong Kong. Kowloon, the old part of this particular place in earth, that represent and have been represented by so many different views. My first thought was: “Thank you to my friend Jane, who’s helping me with so many  things in this trip, specially on understanding what this place is really about”. But my second one, as soon as I saw those old buildings at the night time, after the rain, with a soft and cold breeze, light’s shining over the vibrant streets, with a diversity of smells from the street food spots, was: “Thank you Wong Kar Wai”. That atmosphere wasn’t strange to me. I had that feeling while watching his films.

So here it’s a short eyed over the streets of Hong Kong… Still naive and curious, but comfortable and fully aware of that environment at the moment.

Hong Kong, depois de 2046

Foi em 2012 que assisti “2046″, minha primeira impressa de Hong Kong, meu primeiro filme de Wong Kar Wai. As cores, o ritmo, a cidade que constantemente se enquadra… toda aquela atmosfera se tornou uma grande inspiração, mas ainda distante do que eu precisava representar durante esses anos. Recentemente eu tive a oportunidade de fazer uma visita rápida a Hong Kong. Kowloon, a área mais antiga dessa “Região Administrativa Especial”, que representa e já foi representado por tantas visões. Meu primeiro pensamento foi: “Obrigado minha amiga Jane, que me ajudou tanto com essa viagem, especialmente no entendimento do que esse lugar realmente representa”. Mas o segundo, logo que vi os prédios antigos durante a noite, após a chuva, com uma briza leve e fria, as luzes iluminando as ruas vibrantes, com uma diversidade de aromas vindos dos pontos de comida de rua, foi: “Obrigado Wong Kar Wai”. Aquela atmosfera já não era estranha. Eu tive a mesma sensação vendo seus filmes.

Então aqui apresento um curto olhar sobre as ruas de Hong Kong…ainda ingênuo e curioso, mas confortável e totalmente consciente do ambiente naquele momento.

A Train to Hua Hin

Sometimes the pressure of Bangkok expel you away from the chaos, in order of getting your thoughts back into place. In a mission for new experience, I took the advice of the my friend Saay, and jumped into a 4 ours trip on a 44 Baht train, to Hua Hin. I didn’t know much about the place, but was definitely something far out from my plans of traveling. The trip to go was exciting, just for the fact of getting out of my almost routine in Bangkok. The amount of resorts I faced when I got there, not so exciting though. But instead of exploring the area, like I usually do, with just walking or with a scooter, I decided to take a real break, and enjoy the good vibe from the Most Room Hostel where I stayed and the beach 50m from there. I just didn’t know of the storm that was about to come… the way back after 3 days, took 6 hours, about 20 nice photos and a full life time of thoughts. Here is a chilling collection of spontaneous photography following the slow flow of  the time on those days.

Um trem para Hua Hin

As vezes a pressão de Bangkok te expele pra fora do caos, sob a necessidade de por os pensamentos no lugar. Numa missão em busca de novas experiências, fora do que geralmente busco, completamente fora de roteiros planejados, tomei um trem de 4 horas, por 44 Baht (4 reais). A viagem em si já era interessante pelos simples fato do inesperado. Já os resorts encontrados na chega… não tão interessantes. Decidi romper mais um padrão, e não sair a explorar com geralmente faço. Mal sabia eu da tempestade que estava por vir… foram 3 dias entre o Must Room Hostel e a praia a 50m dali. A volta de 6 horas, trouxe 20 fotos e uma vida toda de pensamentos. Aqui separei uma coleção com alguns momentos fotográficos espontâneos desses dias de ritmo lento.

Lençois Maranhenses /Brasil

This series is about a trip made in december 2012, crossing from São Luís do Maranhão to Recife. The journey was to get to know my own cultures and fall deep in love with it, sinking sand kind of thing. Six states were crossed in a short period of time, around 25 days I guess, food was discovered, challenges accomplished, with nice people I became close and for sure a lot of that is missed. I found these photographs, and decided to give it a new approach making this selection. This is the first series, and is about a place at Brazils north east called Lençóis Maranhenses, crossing from Santo Amaro do maranhão, to Atins, with a week stop at the oasis Queimada dos Britos. A big dunes desert that holds 1550Km² of a brazilian national park. This place has two seasons, the rainy season from January to June And the dry from August to December. I went there for christmas, so it was hot and the beautiful lagoons were dry, just the big ones were still good for swimming and stuff. But that helped me to have another relation with the community. No tourists around to join on tours, or even to keep the villagers out of their own rhythm. From watching kids fishing on sand swamps with their hands and having fun with it, to the care with food, and vegetables in the heat, lack of water and no electricity , made me fell as part of the family during the seven days learning how sometimes you just got to sit and watch.

A Travessia dos Lençóis.

Essa série apresenta o reencontro com um material especial. Minha primeira viagem com o foco migrando do video para a fotografia. Uma viagem de encontro com o Brasil, de São Luís a Recife, em dezembro de  2012. De tomar distância do isolamento sulista e se perder em um confronto cultural carente de maior frequência e volume. Em nossos tantos brasis, tantos são os tempos, tantos são os desafios, tantas são as ausências, tantas são as presenças, tantos são os sorrisos e calorosos abraços. Foram 7 dias durante o Natal com a comunidade da Queimada dos Britos .  A seca marcando presença, as lagoas que atraem tantos turistas, secas dando lugar aos porcos e as cabras para se refrescarem no calor intenso. Galhos de árvores protegem os peixes que se camuflam, na areia úmida, de garças e outras aves que cercam as poças a procura da pesca. A estratégia mantém os peixes a salvo, para serem pescados pelas mãos de pescadores e seus filhos, onde com um preciso golpe retiram o peixe dos quase pântanos arenosos. Subsistência, cultura, passa tempo. O tempo é outro, e segue o ritmo da pesca. Mas a favorita é a galinha, como me contava Bragado quando fizemos nosso acordo natalino. Essa seleção busca uma nova construção da memória. O percurso dessa primeira série foi feito entre Santo Amaro do maranhão e o Atins. Maior parte a pé.

THAAN CHARITY 80/20 BANGKOK

THAAN CHARITY aconteceu na ultima terça-feira reunindo Chefs conceituados de diferentes regiões da Tailândia, no restaurante 80/20 em Bangkok, com a missão de realizar um jantar para arrecadar fundos em auxílio a população do sul da Tailândia que sofreu fortes impactos com as últimas chuvas e inundações. Acompanhei os preparativos para o evento, uma visita ao mercado com produtos característicos do sul do país, tema do jantar. A noite rodamos por Bangkok onde os Chefs exploraram a cidade visitando lugares tradicionais da gastronomia popular e pontos turísticos de entretenimento noturno, envolvendo desafios com molhos picantes que passearam a turma entre lágrimas e risos (as lágrimas aos que aceitaram do desafio do “mad dog sauce”). Deixo aqui um pouco desse trajeto de pesquisa, preparo e resultado.

Chefs e Pgakenyaws

Durante os dias 15,16 e 17 de Janeiro, tive a oportunidade de visitar duas comunidades Pgakenyaw, também conhecidos internacionalmente como povo “Karen”, localizadas ao norte da Tailândia nas províncias de Mae Hong Son e Chiang Mai. Fui a convite do Chef Napol Jantraget (Joe), do restaurante 80/20 em Bangkok, que também participou pela primeira vez do evento coordenado pelos chefs Black Hatena, da Cozinha Artesanal Blackitch em Chiang Mai, e Weerawat Triyasenawat (Noom), do Samuai N Sons em Udon Thani. Esses três chefs vem desenvolvendo trabalhos diferenciados em suas regiões na Tailândia buscando um olhar contemporâneo e ao mesmo tempo de resgate de produtos e técnicas tradicionais do país. Esse evento visa estabelecer uma relação entre a nova onda de chefs tailandeses que compartilham o interesse pela preservação da cultura tailandesa com as comunidades tradicionais, que vem de fato lutando contra grandes empresas do agronegócio para preservar suas terras e suas técnicas de cultivo como a agrofloresta, replantando produtos nativos junto às áreas de floresta nativa preservada, também o cultivo rotativo, que propõe a manutenção de nutrientes do solo e evita a proliferação de pragas através da rotatividade dos produtos cultivados no mesmo espaço. Essas técnicas de cultivo eu já havia presenciado no Brasil em parcerias com IPEPA (Instituto de Permacultura do Paraná) e com o Instituo Çara-Kura em Florianópolis, porém me surpreendi com os terrenos em que esses cultivos são realizados e pela recepção intima e amistosa, motivada a compartilhar, que tivemos nas comunidades. Em contrapartida os Chefs realizaram banquetes para as comunidades explicando aos moradores as técnicas e combinações utilizadas a partir das possibilidades encontradas tanto no espaço como nos ingredientes produzidos nos locais, além dos produtos encontrados nos mercados (feiras) no entorno das comunidades. O resultado foi impactante e segundo Jump Coffeeism, representante das comunidades Pgakenyaw e intermediador destes eventos, ambas as comunidades ficaram admiradas e entusiasmadas com o intercâmbio realizado. Em breve disponibilizarei on-line o documentário audiovisual realizado durante essa experiência.

O respeito é a melhor forma de preservação!

Pai – Tailândia

A pequena cidade de Pai é com certeza um dos principais pontos do turismo “alternativo” na Tailândia. Nunca havia ouvido falar, ou lido algo sobre essa cidade, mas foi apenas pisar em Bangkok logo comecei ouvir recomendações pelos corredores do hostel. Após 3 semanas em Chiang Mai decidi visitar a cidade que foi tantas vezes categorizada como uma pacata “vila hippie”. O que encontrei foi um centro altamente ocidentalizado, com lasanha, hambuguer e outras opções do cardápio ocidental, além dos clássicos turistas achando que o mundo está a serviço dos seus prazeres. Mas sim é verdade que apenas 10 minutos dirigindo as populares “lambretas”, em qualquer direção, você chega a pequenas vilas de produtores rurais, onde as acentuadas montanhas valorizam ainda mais o difícil trabalho dos agricultores da região. As montanhas, as cachoeiras, rios e estreitas estradas criam cenários intimistas que me mantiveram por aqui durante duas semanas tentando encontrar algo a mais. Na verdade não encontrei esse tal “algo a mais”… e sim mais coincidências com o Brasil, como vem acontecendo durante toda a viagem, por exemplo a popular prática do futevôlei, que me chamou muito a atenção por ter movimentos de mais explosão do que o nosso, praticado nas areias com toda técnica e malandragem brasileira.