STREET FOOD FUNERAL

(Leia em português)

With the announcement made by the government in the begging of this year, putting in risk the existence of this enormous presence of food stalls around the streets of Bangkok, the subject became a big topic of discussions from medias to bar tables.

This photo series I present here, emerged with the importance of street food in Thai society, while the questions is still floating around: Will street food really be banned from Bangkok? Apparently the answer is yes, but personally I still don’t see how.

In September I had the chance of be part of a special book edition “Street Food Funeral”, coordinated by the Designer Mint Jarukittikun and Chef Prin Polsuk, presented together with a pop-up by Chef Prin and his team at the Bangkok Art Book Fair. The book, with many collaborators, is a celebration of street food life, traveling through the history of street food, recipes and quotes from representative fans os this democratical and vibrant way of serving and consuming food.

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FUNERAL DA COMIDA DE RUA

Com o anuncio feito pelo governo no início desse ano, colocando em risco a enorme presença das barracas de comida pelas ruas de Bangkok, o assunto se tornou uma grande discussão desde grandes mídias à mesas de bar.

As fotos que apresento aqui, surgiram com a importância da “Comida de Rua” na sociedade tailandesa, enquanto a questão continua pairando: As comidas de rua serão mesmo banidas de Bangkok? Aparentemente a resposta é sim, mas pessoalmente, não vejo como.

Em Setembro tive a oportunidade de participar de uma edição especial do livro “Funeral da comida de rua”, coordenado pela Dsigner Mint Jarukittikum e o Chef Prin Polsuk, apresentado junto a um pop-up do Chef Prin e sua equipe na Bangkok Art Book Fair. O livro, com muitos colaboradores, é uma celebração da vida da comida de rua, viajando pela história, receitas e comentários de representativos fãs dessa democrática e vibrante maneira de servir e consumir alimentos.

Nahm: Kitchen & Team

(Leia em português)

(About this series)

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As a photographer I always try to be as close as possible from the subjects I’m usually pointing the camera at. Before I start photographing food related stories, I worked as a cook with my great friend, João Carlos Scalzo, who showed me how interesting this world is. That was the start for the curiosity that keeps pushing me through find stories around agriculture, markets, traditional communities, fishermen, restaurants, cooks and chefs. Recently I had a great opportunity to understand more about Thai food, since it’s taken big part of my focus for almost a year now. By the open mind set of another friend, chef Prin Polsuk, I had the opportunity to stage at Nahm for a couple weeks. One of the 50 best restaurants in the world, created by the Australian chef David Thompson, suthor of some of the main books about Thai food.

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My goal was to learn more about the local ingredients, technics, flavors, to understand the process and the importance of each element. What I found went further, a kitchen that honors two aspects of Thai culture in general: Smiles and love for food. Usually smiles are reserved for street cooks in some minds, not for high ending restaurants, that normally have the fame for been a hard, stressful and hostile ambient. I guess this is another concept that is changed by the Nahm team.

Nahm-128.jpgPrin as the Head Chef of this celebrated restaurant, told me… “You have to feel goodto cook good food, so we have to do the best to keep a good ambiance while working hard.” Something like that (haha). The stage program is something that happens constantly inside Nahm kitchen, the sympathy and welcoming response from the entire team to help us understand the beautiful work of preservation of Thai traditional cooking and dinning they are doing, is amazing. The freshly pounded pastes, before serving, the hit control from woks and grills, the balance of all the layers of flavors and textures in between the diversity of spices and processes…every section has it’s uniqueness and connections. It’s a impressive team work.

Here I want to thank you everybody from the team, specially to the chef Prin Polsuk for this great experience. Quoting another  short conversation at the service : “Keep it up and high! Yes Chef!”


“Nahm Kitchen & Team”

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Nahm: A cozinha e o time.

(fotos da série)
(Sobre a série)

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Como fotógrafo sempre tento me aproximar o máximo possível aos assuntos a que me atrevo apontar a câmera. Antes de começar a fotografar temas relacionados a comida, trabalhei como cozinheiro através de um grande amigo, João Carlos Scalzo, que me mostrou como esse universo é interessante. Aquele foi o início de uma curiosidade que continua a impulsionar através dessa busca por histórias ao redor da agricultura, de mercados, restaurantes, cozinheiros ,chefs e culturas. Recentemente tive uma ótima oportunidade para entender mais sobre a gastronomia tailandesa, já que o assunto tem tomado meu foco a quase um ano. Foi através da mente aberta de outro amigo, chef Prin Polsuk, que tive a oportunidade de estagiar no Nahm, um dos 50 melhores restaurantes do mundo, criado pelo chef australiano David Thompson, também author de algumas das principais publicações sobre gastronomia na Tailândia.

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Meu objetivo era aprender mais sobre ingredientes locais, técnicas, sabores, para entender o processo e a importância de cada elemento. O que encontrei foi além, uma cozinha que honra dois aspectos gerais da cultura tailandesa: Sorrisos e amor pela comida. É comum reservar o sorrisos aos cozinheiros de rua em alguns cenários imaginários, não aos restaurantes de alta gastronomia, que normalmente levam a fama por serem ambientes difíceis, estressantes e hostis. Talvez esse seja mais um conceito mudado pelo time do Nahm.

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Prin como Head Chef desse celebrado restaurante, me disse… “Você deve se sentir bem para cozinhar uma boa comida. Então devemos fazer o melhor para manter um bom ambiente enquanto trabalhamos duro.” Algo assim (haha). O programa de estágio é frequente dentro da cozinha do Nahm, a simpatia e receptividade com que todo o time em nos ajudar a entender o lindo trabalho de preservação, de como se cozinha e compartilha a refeição na cultura tailandesa, é incrível. Pastas frescas, piladas antes de servir, o controle do calor das wok e grills, o encontro das camadas de sabor e texturas entre os diversos temperos e processos, preservam uma unicidade e ao mesmo tempo a conexão entre todas as estações de preparo. É um trabalho de equipe impressionante.

Aqui eu quero agradecer a todos do time, especialmente ao chef Prin Polsuk por essa incrível experiência. Citando uma outra conversa com ele: “Keep it up and high! Yes Chef! (Mantenha pra cima e alto! Sim Chef!)“.(fotos da série)

Koh Libong Low Tides

(Leia em português)

Koh Libong is one of the few Island in Thailand where fishing remains as one of the main incomes for the community, among rubber trees cultive. Of course tourism is already part of their lives, but way less than other popular Islands. Also tourism just take place over the dry season, since the water is quite dark around the rain season.

Recently I started a film project about this welcoming muslin community, my first contact was with a group of Thai Chefs  who helped me to meet some people around. After our quick group visit, I went back by myself for another week, with time to observe and to try understand their rhythm of life. On the second day walking around, I saw many villagers heading to the beach around 4 pm. They were collecting all different kinds of shellfish. Women, men and kids participate in this daily ritual. The people around saw my curiosity and spontaneously started to call me around when they found some of the most interesting local products, like sea cucumber, sea flower and baby lobsters. They taught me as they were teaching their kinds on those walks, with out the need of many words, but demanding attention, patience and observation.

This series put together daily scenes captured around the dry tides in Koh Libong.


Maré baixa em Koh Libong

Koh Libong é uma das poucas ilhas que ainda possuem a pesca como uma das principais fontes de renda da comunidade, ao lado do cultivo das seringueiras.  É claro que o turismo já é parte das suas vidas, porém muito menos comparando a outras ilhas, populares entre turistas na Tailândia. Também porque o turismo só toma o espaço durante a época da seca, pois durante as chuvas o mar é um pouco escuro, diferente ao que se espera das praias tailandesas.

Recentemente comecei o projeto de um novo filme, com essa receptiva comunidade muçulmana. Meu primeiro contato foi através de um grupo de chefs tailandeses que me ajudaram a conhecer alguns locais. Depois da rápida visita com o grupo regressei a ilha por mais uma semana, dessa vez sozinho e com tempo para observar e tentar entender o ritmo de vida local. No meu segundo dia caminhando pela vila de pescadores onde me hospedei na varanda de uma das casas, observei vários moradores indo para praia, caminhando a extensa faixa de areia deixada pela maré baixa, em direção ao mar, por volta das 16h. Eles coletavam diferentes tipos de mariscos e crustáceos.  Mulheres, homens e crianças participam desse ritual diário. As pessoas por ali, viram minha curiosidade e espontaneamente começaram a me chamar pra perto quando encontravam alguns dos “produtos” locais mais interessantes, como pepino do mar, flor do mar e filhotes de lagosta. Me ensinaram como ensinam aos seus filhos durante essas caminhadas, sem a necessidade de muitas palavras, mas demandando atenção, paciência e observação.

Esta série reune cenas cotidianas durante as marés baixas de Koh Libong

Silom Sidewalks

Silom Rd. is the reference for one of the main comercial centres in Bangkok. The BTS (Sky train) passing right above it, make the light around 4 pm and 6 pm, just impressive in the way that it hits the side walks, passing through the narrow space between buildings and the BTS line. A couple months a go, I spend a few of hours checking out how that light behave. The result is here and as always, some non expected lights presented them selfs too.

As Calçadas da Silom

A Av. Silom é a referência para um dos principais centros comerciais de Bangkok. O BTS (Trem suspenso) passa perfeitamente sobre a rua, fazendo com que a luz entre às 16h e às 18h, seja simplesmente impressionante na forma com que atinge as calçadas, passando pelo estreito espaço entre os prédios e a linha do BTS. Alguns meses atrás, passei algumas horas observando como a luz se comporta. O resultado tá aqui e como sempre, algumas luzes não esperadas se apresentaram também.

Lençois Maranhenses /Brasil

This series is about a trip made in december 2012, crossing from São Luís do Maranhão to Recife. The journey was to get to know my own cultures and fall deep in love with it, sinking sand kind of thing. Six states were crossed in a short period of time, around 25 days I guess, food was discovered, challenges accomplished, with nice people I became close and for sure a lot of that is missed. I found these photographs, and decided to give it a new approach making this selection. This is the first series, and is about a place at Brazils north east called Lençóis Maranhenses, crossing from Santo Amaro do maranhão, to Atins, with a week stop at the oasis Queimada dos Britos. A big dunes desert that holds 1550Km² of a brazilian national park. This place has two seasons, the rainy season from January to June And the dry from August to December. I went there for christmas, so it was hot and the beautiful lagoons were dry, just the big ones were still good for swimming and stuff. But that helped me to have another relation with the community. No tourists around to join on tours, or even to keep the villagers out of their own rhythm. From watching kids fishing on sand swamps with their hands and having fun with it, to the care with food, and vegetables in the heat, lack of water and no electricity , made me fell as part of the family during the seven days learning how sometimes you just got to sit and watch.

A Travessia dos Lençóis.

Essa série apresenta o reencontro com um material especial. Minha primeira viagem com o foco migrando do video para a fotografia. Uma viagem de encontro com o Brasil, de São Luís a Recife, em dezembro de  2012. De tomar distância do isolamento sulista e se perder em um confronto cultural carente de maior frequência e volume. Em nossos tantos brasis, tantos são os tempos, tantos são os desafios, tantas são as ausências, tantas são as presenças, tantos são os sorrisos e calorosos abraços. Foram 7 dias durante o Natal com a comunidade da Queimada dos Britos .  A seca marcando presença, as lagoas que atraem tantos turistas, secas dando lugar aos porcos e as cabras para se refrescarem no calor intenso. Galhos de árvores protegem os peixes que se camuflam, na areia úmida, de garças e outras aves que cercam as poças a procura da pesca. A estratégia mantém os peixes a salvo, para serem pescados pelas mãos de pescadores e seus filhos, onde com um preciso golpe retiram o peixe dos quase pântanos arenosos. Subsistência, cultura, passa tempo. O tempo é outro, e segue o ritmo da pesca. Mas a favorita é a galinha, como me contava Bragado quando fizemos nosso acordo natalino. Essa seleção busca uma nova construção da memória. O percurso dessa primeira série foi feito entre Santo Amaro do maranhão e o Atins. Maior parte a pé.